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Vitória Krsna Kanti Mandir

Vegetarianismo

Aqui nesse espaço coloco os fóruns de discussão sobre o vegetarianismo. Abordamos vários pontos de vista para o entendimento maior das pessoas.


Porque não se tornar imediatamente vegetariano?

Acho super interessante esse tópico, porque muitas pessoas ficam muito na mente e esquecem que o alimento que ingerem é tão igual ou mais importante para o refinamento do nosso trabalho evolutivo nesse planeta.

Não é uma radicalização, mas uma evidência espiritual o que está sendo dito. As palavras não são para convencer, mas para refletir sobre o fato. Então, que confirmem aqui os mais estudiosos sobre o assunto, pois esse é um tema de suma importância para quem está relevando esse tópico num segundo plano.

Para sutilizar nossas energias, para quem está vivendo no nível espiritual, devemos nos abster de certos tipos de alimentos mais "pesados" karmicamente.

Esses são os alimentos obtidos pela crueldade, tal como o abate indiscriminado e sofrível de nossos irmãos menores, os animais, que estão no período de evolução mental, um estágio antes do humano.

Coloco aqui apenas 10 razões para diminuirmos nosso hábito carnívoro, para não pesarmos mais ainda a nossa energia espiritual que está tão abalada por este mundo de formas pensamentos tão negativas.

O vegetarianismo é a tendência que mais cresce no mundo desenvolvido. Eis 10 motivos porque você deve pensar em virar vegetariano também:

1- Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.

2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!

3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.

4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter perfeitamente de uma dieta vegetariana.


5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.

6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.


7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?


8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 40 hectares de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, mas grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!

9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.

10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.


Todo o problema referente ao consumo de carne é simplesmente porque a carne é um alimento de vibrações pesadas para quem está se adentrando na espiritualidade.

Isso afeta negativamente a experiência espiritual, que precisa trabalhar com energias mais sutis e sensíveis. Esse é um ponto científico e de realização dos sábios.

A outra questão se refere à violência. O espiritualista sério não deve aceitar violência, ou consumir algo que foi adquirido à força do sofrimento alheio.

Entrem em qualquer site que denuncia os modos torturantes de como são criadas as entidades vivas, nossos irmãos menores em consciência, os animais que consumimos apenas para satisfazer nossa gula em prol da nossa satisfação egoísta e mecânica (isso se tornou normal na sociedade, que vive numa mídia consumista, onde vale tudo para lucrar), mesmo que façamos isso de modo, muitas vezes, inconscientes, ou sem saber dos fatos reais.

Comer a carne não é algo condenável para quem gosta de consumi-la. O que está sendo condenado aqui é a violência de como as coisas são obtidas. Se uma pessoa quiser comer carne espere o animal morrer. Muitos animais estão morrendo todos os dias, de morte natural. Então vá e coma a carne. Mas mesmo assim ele será um alimento pesado para a prática da espiritualidade.

No Bhagavad-Gita, Krsna explica que os alimentos que consumimos estão situados em três modos da natureza, que são bondade (satwa), paixão (rajas) ou ignorância (tamas). Para aquele que está querendo se purificar deve-se consumir os alimentos situados na qualidade da bondade ou satwa. Leiam o capítulo 14 do Gita (os modos da natureza material). E a carne é um alimento de tamas, da qualidade da ignorância.

O fato de não aceitarmos carne por causa da violência irá desenvolver em nosso coração a misericórdia, que é um dos principais atributos da vida espiritual. Assim, não ficaremos agitados, a
gressivos, irados e com a sensação de peso que é comum aos alimentos na ignorância.


Olá Marc,

Realmente as suas visões estão de acordo com a impossibilidade imediata de seguirmos as verdadeiras condições espirituais de um ser humano que está no caminho divino. E tudo, por enquanto, vai acontecendo conforme a mentalidade da maioria. Por isso, é natural, e já condicionado na mentalidade das pessoas, o consumo de carne, de churrascos, de consumir os animais independentemente de como são os métodos usados para o abate, ou criação específica dos mesmos.

Hoje em dia, ou eles estão abortando o animal para comer uma carne mais macia, e também tem o baby beef, que é delicioso e molinho (deixam o animal preso por quatro meses após nascer parado, sem a presnça da mãe, sem desenvolver musculatura nenhuma e etc). Têm também a criação de porcos e galinhas, que é deprimente, só na luz artificial e sem poderem sair de suas jaulas. Depois coloco um artigo aqui de como isso é feito. Precisamos ter esse conhecimento da crueldade para, pelo menos, nós, que sabemos e somos piedosos, não sermos coniventes com a maldade humana, mesmo em prol da renúncia da saborosa vitela. Uma coisa que não podemos fazer nunca é encontrar uma desculpa para participar da crueldade, apesar dos saborosos churrascos que adoramos enquanto condicionados pela gula desenfreada, pela língua insaciável.

Como foi dito acima, da impossibilidade, a maioria das pessoas, pelo menos aqui no ocidente, tem essa tendência carnívora. E realmente a criação de animais chegou a um patamar que não pode ser simplesmente dizimada. Mas se formos ver com os olhos espirituais, os nossos que estão mais conscientes, e entendermos que nem todos estão desejando de coração seguir uma vida espiritual, de renúncia, com suas condições energéticas ideais, deixemos que o mundo consuma o que deseja, seja carne, drogas e sexo, também animal hoje em dia. Quanto a isso, deixemos que o mundo siga o seu caminho, respeitando o direito de cada pessoa usar o livre arbítrio para suas atividades. Como se diz: Cada macaco no seu galho.

Vegetarianismo, em tese, também não tem nada a ver com vida espiritual. Existem muitos carnívoros que são muito mais espiritualizados que certos vegetarianos. Isso é um fato. Mas a questão aqui é que a alimentação vegetariana contribui mais fortemente na sutilização das energias, por ser uma alimentação com características ideais para quem está na prática espiritual mais séria, isso tirando os agrotóxicos, é claro. Mas, enfim, tudo está contaminado hoje em dia de alguma forma.

De modo que na vida espiritual não estamos rejeitando nada, mas escolhendo uma alimentação que contribua mais eficazmente para o nosso desenvolvimento energético. Condenar os carnívoros não têm nada a ver. Temos que ter visão e discernimento, dependendo do que queremos, seja espiritualmente ou materialmente. E isso também, não só em relação aos alimentos físicos, mas também em relação aos alimentos emocionais, mentais, intelectuais e de forças superiores em nós.

Como você bem colocou, a humanidade ainda está evoluindo, e ela ainda está em sua infância espiritual. Por isso a aceitação natural de tanta crueldade, não só com os animais, como também com a natureza e os seres humanos. É uma total falta de consciência e falta, principalmente, de misericórdia, que é uma qualidade espiritual que ainda temos que desenvolver pela aceitação da não violência, não só dos animais, mas em todos os sentidos, até mesmo contra nós mesmos. De modo que não devemos nem matar uma formiguinha, por mais insignificante que possamos pensar que ela seja. Não temos o direito de tirar a vida de nenhum ser vivo, porque tudo está num processo consciencial contínuo de evolução. Se você aperta uma formiguinha sem considerar o ato que está fazendo como uma crueldade, com certeza a sua consciência ainda não está no nível espiritual. Pode ter certeza disso. Muitas pessoas pregam o amor, a fraternidade, e etc, mas matam a formiguinha sem nenhuma consideração.

Sei que muitas pessoas vão refletir sobre isso. Vida espiritual é ver a vida de Deus em tudo e em todos, independentemente da forma que a entidade viva tenha em seu processo evolucionário de consciência.

Aqueles que estão mais evoluídos, que aceitaram uma alimentação no modo da bondade ou satwa, como recomenda as escrituras sagradas na realização dos sábios, seguem em paz, sem lutar com ou contra o mundo. Eles tentam apenas dar o exemplo pessoal e a instrução necessária à compreensão daqueles que realmente estão interessados em renunciar certas coisas para o desenvolvimento posterior do amor a Deus. Existem certas particularidades que devemos seguir se quisermos despertar o amor divino em nós e a receptividade de canais superiores na espiritualidade. O resto é só especulação e racionalização. É filosofia de luxo que cada um pensa possuir por si mesmo em suas experiências limitadas de vida. É o ego que quer se aceitar de qualquer maneira, independente das reações às suas atividades ignorantes.

Sei que a sua reflexão não tem um caráter de contrariedade, nem de agressividade, tenho certeza disso, mas sim apenas da exposição dos fatos reais da nossa atualidade. Não podemos lutar contra o mundo, apenas dar mais consciência, falando de uma forma amorosa, e principalmente, sendo o exemplo daquilo que falamos e seguimos amorosamente.

O planeta Terra está passando por uma fase de regeneração, e muitas coisas vão ter que mudar para que a espiritualidade se infiltre definitivamente no coração das pessoas. E esse modo, "impossível", quando feito por Deus mudará todo o padrão da humanidade em relação à aceitação de certas coisas, de certas barbaridades que estão sendo feitas hoje em dia, seja contra animais, contra as crianças, contra as mulheres, contra os velhos, contra a própria espiritualidade e etc.

Então, aguardemos, e nós aqui, que estamos antenados, possamos estar cada vez mais refinando nossas energias e aceitando as boas instruções.

Um grande abraço. Hare Krsna. Alemão


No Srimad-Bhagavatam, uma escritura védica milenar, é dito que em Kali Yuga, esse momento em que estamos vivendo atualmente, as pessoas vão perder totalmente a compaixão e a misericórdia. E por causa disso, já podemos ver as diversas reações na sociedade pela falta dessas qualidades.

O aumento da violência, do sofrimento, da intolerância no mundo deve-se a esta desconfortável falta de misericórdia, onde os seres humanos em nome de sua gula cometem enormes atrocidades, assassinatos e desrespeito geral pelos nossos irmãos menores: os animais, os desprotegidos, os mais fracos, e também contra nossa mãe, o planeta Terra.

O resultado de tudo isso será visível e evidente e cheio de reações. Sem constestação. E uma grande barbarie vai se instalando cada vez mais no planeta Terra. Porque é muito fácil falar de amor e de querer mudar o mundo, mas isso não será possível enquanto não tivermos amor pelos seres menos evoluídos em inteligência, mesmo os humanos caídos, almas em evolução que deveríamos proteger, e não massacrar por causa de desejos da língua que não medem respeito e consequência.

Não sabemos o que estamos fazendo, e por isso as reações cada vez mais pesadas para a humanidade vêm surgindo com uma série desesperada por pedidos de paz. Temos que receber estas informações urgentemente.

Se queremos um mundo de amor e de paz, vamos começar a desenvolver isso em nosso coração na relação com os seres com menos capacidade que nós, e que são mortos inocentemente em nome de nossa gula, do nosso desprezo e desrespeito.

Aproveitando tal introdução vai aqui um exemplo apenas da vitela, sem contar inúmeros outros casos, que se soubermos, poderá gerar um horror em nosso interno, se formos sensíveis, e quem sabe, se formos mais sensíveis, fazer nosso coração recusar certas coisas neste mundo sem nenhuma compaixão e com muita covardia e desprezo.

Que Deus guie, ilumine e proteja o caminho de todos
Alemão


BABY BEEF" OU VITELA, VOCÊ SABE O QUE É ISTO?

Gente, isso sério!!!

A carne de vitela, é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar. Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia. "Baby
beef", é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados.

O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse "produto":
Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso - alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso.

A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar. Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida - de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida. A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade que já não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou "baby beef" e repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

Fonte: Instituto Nina Rosa - Projetos por Amor


Olá Luiz,

Quanto aos trangênicos só posso dizer que mais uma vez o ser humano está querendo interferir no papel da natureza ou naquilo que Deus criou como algo natural.

Os alimentos modificados geneticamente são manipulados no sentido de aumentarem a qualidade dos grãos e também a eficácia contra as pragas. Mas, apesar de tudo isso, da importância que essa modificação possa ser um favorecimento para o ser humano, do ponto de vista dos cientistas, que querem ser mais que Deus, e melhorar as coisas que Ele fez naturalmente (isso está acontecendo também, é claro, com os seres humanos clonados e com as máquinas, cada vez mais semelhantes à "natureza humana").

Com certeza, toda essa intervenção científica para o bem da produção, e posterior lucro das empresas produtoras de alimentos, está em cheque no mundo de hoje. Muitas pessoas não estão aceitando algo que poderia danificar a química interna do ser humano. E isto é um fato, porque devemos consumir alimentos produzidos ao natural, do jeito que Deus fez em seu DNA vegetal nascente.

Então, não temos saída, por um lado. Além do que a mídia também nos engana, tanto no sentido de ocultar fatos, como divulgar pesquisas mentirosas.

Mas dentro do contexto espiritual mesmo, é a alimentação que contém violência que deve ser evitada, já que aqui estamos debatendo ou conversando sobre o tipo de alimentação mais adequada para o refinamento de energias que abrem percepção para os canais superiores de existência.

Assim, mais do que falar em carne, vegetais e transgênicos, o que está valendo é o alimento obtido com amor, onde não haja inserido o sofrimento daquilo que se obtém, ou intervenção do ciclo evolucionário de uma espécie que está num reino mais avançado.

.....Mesmo que os vegetais, no nosso momento, estejam sendo adulterado pela imposição humana de que sempre pode melhorar as coisas que Deus fez naturalmente, e por certas razões que são kármicas.

O que podemos fazer são apenas a nossa escolha, usando o bom discernimento. Então, dos males o menor.


SOBRE A PRASADA

Falando sobre prasada, a comida oferecida a Deus, como nos ensina a literatura védica, aqui vai um trecho do significado do Mantra Um do Sri Isopanisad. A prasada é estabelecida nos meios espirituais como sendo a MISERICÓRDIA de Deus transformada na energia do alimento. Bom, aqui vai o significado:

“É um erro considerar que, simplesmente por se tornar vegetariana, a pessoa pode evitar a transgressão às leis da natureza. Os vegetais também têm vida. De acordo com a lei da natureza, um ser vivo é destinado a alimentar outro.

Por isso, a pessoa não deve orgulhar-se de ser um estrito vegetariano; a questão é reconhecer o Senhor Supremo como o único controlador e desfrutador da existência. Nós apenas cooperamos no desfrute divino quando oferecemos o alimento em agradecimento para Ele. O alimento, é claro, deve ser sempre no modo da bondade para que a transformação energética seja a mais pura possível.

Os animais não têm consciência desenvolvida com a qual possam reconhecer o Senhor, enquanto que o ser humano é suficientemente inteligente para tomar lições da literatura védica; daí, ele poderá saber como funcionam as leis da natureza e se aproveitar desse conhecimento. Se um homem negligencia as instruções da literatura védica, o conhecimento sagrado mais antigo, que revela todas as nossas atividades relacionadas com as Leis Divinas, sua vida torna-se muito arriscada.

É necessário portanto que um ser humano reconheça a autoridade do Senhor Supremo. Ele tem que ser um devoto do Senhor, oferecer tudo ao serviço do Senhor e partilhar somente dos restos dos alimentos oferecidos ao Senhor, o que o capacitará a cumprir seu dever corretamente. Com certeza esse é um estágio elevado, onde a alimentação é feita de modo estrito para aqueles que estão em estágios últimos de encarnação neste planeta. Mas é interessante falar neste tópico elevado, para que nosso estudo aqui fique mais completo.


O Senhor declara diretamente no Bhagavad-Gita que aceita alimentos vegetarianos das mãos de um devoto puro (Bg. 9.26). Por isso um ser humano deve, não somente tornar-se um estrito vegetariano, mas também um devoto do Senhor e oferecer-Lhe todo o seu alimento. Só então, deve a pessoa comer prasada, ou misericórdia de Deus.

No Bhagavad-Gita há um verso que diz:

"Um devoto que pode agir com essa consciência, pode cumprir corretamente o dever da vida humana. Na realidade, aqueles que não oferecem seu alimento ao Senhor comem pecado e se sujeitam a diversos tipos de sofrimento que resultam do pecado (Bg. 3.13).” Assim nos ensina a própria Suprema Personalidade de Deus.

HARIBOL .Alemão


PERFUME DE ALMÍSCAR
.

Olá amigos,

Vamos continuar batendo forte, não só na tecla vegetariana, mas também na não violência contra nossos irmãos menores, os animais (de alguma forma o assunto do vegetarianismo se estende ao da não violência, já que um está na aceitação do outro, do ponto de vista), já que este assunto ainda tem muito a se falar, e se constitui de um ponto que vai livrar a sociedade de um pesado karma coletivo, se pararem com as atividades convenientes da dor, mesmo que as pessoas não saibam o que estão fazendo, ou consumindo, pela maldade do simples lucro humano.

Enfim, todo esclarecimento e revelações vão ocupar espaço por aqui, porque raramente alguém quer revelar coisas para a sociedade, que é só inocente, mas muito consumista dos produtos originados do sofrimento que nem imaginamos.

Então vamos falar do gostoso perfume de almíscar. Só para começar.

ALMÍSCAR : Uma vaidade à custa do sofrimento animal...

Este simpático animal, o almiscareiro (Moschus moschiferus), mamífero da família dos cervídeos, originário da Ásia e da África, é provido de uma glândula em seu ventre que secreta uma substância odorífera denominada almíscar.

Recente Investigação da WSPA revela mais uma crueldade, similar à dos ursos da
China, para produzir perfumes à base de almíscar.

O animal capturado fica até 15 anos na mesma posição, sendo manipulado apenas
para retirada do líquido que produz o perfume.

NÃO USE PERFUME QUE CONTÉM ALMÍSCAR !!!


O DELICIOSO FOIE GRAS

O foie gras, prato tradicional da cozinha francesa que significa "fígado gordo", é um patê delicioso, ironicamente falando, para os sádicos gastronômicos condicionados a um paladar pervertido, visto que o alimento é feito de um fígado doente... criado pela alimentação forçada de gansos e patos.

Para a obtenção do alimento, coloca-se na garganta do inocente animal um cano onde, com a ajuda de uma bomba, empurra-se para dentro de seu organismo um punhado de ração que irá ocasionar o inchamento e crescimento de seu fígado.

A ave, confinada a um espaço mínimo, onde dois metros quadrados podem acomodar cerca de doze animais, fica sem movimento, evitando a perda de energia e calorias. A alimentação da ave, composta basicamente de amido de milho adicionado à gordura de ganso para amolecer, fica armazenada em seu organismo na forma de gordura. Com sua cabeça presa em uma peça de metal e o pescoço esticado para que o cano desça goela abaixo, um motor bombeia ração através desse cano diretamente para o estômago. Este procedimento é repetido três vezes ao dia, durante um período de três a quatro semanas, fazendo com que o inocente animal consuma cerca de três quilos de ração diariamente. É o que equivaleria a um ser humano consumir aproximadamente doze quilos de macarrão no mesmo período.

O fígado da ave pesa cerca de cento e vinte gramas normalmente e passará a pesar, após a alimentação forçada e artificial, até mil e trezentos gramas, mais de dez vezes o peso normal do fígado do animal.

Para assegurarem o cruel tratamento dos gansos e patos, alguns criadores afirmam que os próprios gansos inventaram a alimentação forçada, baseando-se na verificação dos antigos egípcios de que os gansos vindos da Europa, para fugir do inverno, submetiam-se voluntariamente a uma alimentação forçada acumulando energia para sua longa viagem de volta.

Ao caçarem esses gansos viram que seus fígados estavam crescidos, assim passaram a engordar os gansos domesticados.

Isto está demonstrado em uma seqüência de pinturas no túmulo de um alto funcionário da corte de um faraó da V Dinastia, como atesta Maguelonne Toussaint-Samat, no livro "Histoire Naturelle e Morale de la Nourriture".

Com a história, os defensores da crueldade com os gansos e patos, dão suas desculpas esfarrapadas para continuarem com o negócio cruel e lucrativo que é o foie gras.

Já no Brasil, o produto importado chega aos luxuosos restaurantes que o vendem por até mil reais o quilo, e hoje já começam a aparecer pequenos criadores caprichosos que o produzem por aqui, para a felicidade dos sádicos consumidores e desgraça dos gansos e patos. Isso foi relatado na revista "Vinho Magazine" (Ano 4, 28). Até mesmo o chef paulistano Alex Atala, em uma entrevista a Superinteressante (02/2001), afirmou:
"A culinária tem um lado sádico.(...) Para conseguir sabores inusitados concebe pratos que, para serem feitos, causam sofrimento aos animais."

Não há críticas que possam expressar a tamanha falta de sensibilidade das pessoas que participam desta atrocidade.


O VEGETARIANISMO E A SAÚDE
 

Esses são alguns dos dados importantes para verificarmos a dieta vegetariana, em seus aspectos científico e saudável.

Na verdade, o ser humano não evoluiu para comer carne. Seu organismo é adaptado a uma dieta de vegetais. Nossos antepassados eram e nossos atuais parentes primatas mais próximos são vegetarianos. Assim, não é de causar surpresa que alguns de nossos problemas de saúde mais graves estejam relacionados ao consumo de produtos de origem animal.

Câncer

A carne vermelha é tida como o segundo maior agente causador de câncer, perdendo apenas para o fumo. Segundo os médicos, 35% de todas as mortes causadas por câncer se devem, em grande parte, à ingestão de produtos cárneos. Dados científicos comprovam que consumidores de produtos de origem animal apresentam maiores chances de contrair câncer de cólon, intestino, estômago (o que mais mata no Brasil), boca, faringe, mama e próstata, entre outros.

Males cardiovasculares

Carne e ovos são ricos em gorduras saturadas e colesterol, substâncias que reconhecidamente podem ocasionar o surgimento ou agravamento de doenças cardiovasculares.

Artrite

Uma pesquisa concluiu que consumidores contumazes de carne e outros alimentos ricos em gordura animal apresentam incidência de artrite quase quatro vezes maior do que aquela encontrada entre indivíduos que mantêm uma dieta de baixo teor de gordura.

Obesidade

Na população americana, o índice de obesidade observado entre os não vegetarianos é quase 10 vezes maior que aquele encontrado entre os vegetarianos estritos. A obesidade é um fator de diabetes, câncer, cálculos renais e doenças cardiovasculares, entre outros males.

Ácido úrico

O ácido úrico resultante da digestão dos produtos de origem animal pode ser um fator de insuficiência e cálculos renais, podendo ainda agravar a situação de quem sofre de gota.

Aditivos químicos

O arsênico é um estimulante do crescimento bastante usado na criação de gado para aumentar artificialmente a produtividade dos animais. Esteróides, anfetaminas, tranquilizantes, antibióticos e centenas de outras drogas também são utilizadas com o mesmo fim. A carne, o leite e os ovos, mesmo quando já prontos para o consumo, seguramente podem conter grande quantidade destas substâncias.

Fisiologia humana

Os animais carnívoros possuem garras para apanhar a presa. Possuem dentes incisivos para cortar e prensar. Os molares são afiados. Seu tubo digestivo é muito curto e possui ácidos gástricos muito poderosos para desdobrar as proteínas. Já o homem, de forma oposta, não tem patas, nem garras, não possui pescoço longo, nem dentes côncavos. Seu tubo digestivo é longo, suas mãos são frágeis, adequadas para auxiliá-lo a subir em árvores, alcançar frutas, sementes, etc. Animais carnívoros apreciam comer a carne crua - sentem atração pelo sangue. O homem, entretanto, repele a carne crua, apenas a consumindo bem frita ou cozida.


QUE MAL HÁ EM MATAR?

É um ato de humanidade, que esses animais,nossos irmãos menores, tenham melhores condições para o período da velhice. Normalmente, nessa fase esses animais são considerados economicamente improdutivos no campo, na vida, e são, invariavelmente, enviados ao matadouro.

Mandar os animais ao matadouro significa encerrar violentamente a vida de um ser vivo. Tal ato é completamente contra as leis naturais, que são leis de Deus. Não temos direito para isso.

O homem moderno, em sua arrogante visão antropocêntrica, dominado por uma cobiça desvairada, julga-se o senhor da natureza, com irrestritos direitos de explorá-la. Não existe o devido respeito às formas inferiores de vida, assim como à Natureza como um todo. A natureza e os animais são vistos através das lentes do lucro— e esse é o único referencial. A vida urbana artificial embruteceu a consciência das pessoas. Perdeu-se a visão holística do mundo e o coração das pessoas endureceu, infelizmente, o que atraza e muito sua espiritualidade.

A grande maioria de pessoas, ditas normais, consideram a matança de animais, como a vaca, uma atividade completamente civilizada, progressista e perfeitamente dentro das leis, tanto seculares como religiosas. Para elas, animais, como os bovinos, são naturalmente destinados a virar bife, dieta considerada essencial para os seres humanos. Sem o bife, pensam elas, a pessoa debilita-se devido à deficiência de proteínas. Portanto, o destino natural dos bovinos é o matadouro. Que mal há nisso? Tanto o Estado quanto a Igreja não questionam, e dão luz verde. Além disso, é uma atividade econômica bastante lucrativa. Isto por si só já justifica. Quanto dinheiro está envolvido nessa atividade! Quantas famílias mantém-se com essa atividade, quantas divisas entram para o país, poderiam argumentar.

Argumenta-se que as técnicas modernas de matança dos animais são indolores, ao contrário do processo tradicional em que o animal leva uma marretada na cabeça, é içado pelas patas, e estripado, mesmo ainda vivo.

Outros argumentam que não são eles que matam, alguém faz esse trabalho sujo. E outros afirmam que a carne é essencial na alimentação do homem, e citam até trechos de escrituras para justificar-se.

Argumenta-se que animais não têm alma, portanto, não existe pecado em matá-los. Dizem que quando na Bíblia é dito “Não matarás”, isso refere-se somente a seres humanos.

O caso é que, qualquer que seja o argumento, a violência está presente, e aquele que participa da matança dos animais, seja diretamente ou ‘inocentemente’ à distancia, é cúmplice deste ato desumano. Alguém pode ainda argumentar que comer vegetais, como o alface, é também um ato de violência, pois a planta é sacrificada. Quanto a isso, temos que considerar que os vegetais, cereais e frutas são os alimentos destinados aos seres humanos. Um pé de alface que é comido cumpriu com a sua função nessa vida. Sem dúvida, existe violência nesse ato. O simples fato de caminhar ou respirar, por exemplo, está sempre sujeito a alguma violência, pois podemos pisar em formigas ou inspirar algum germe no ar. Portanto, a conclusão é que, para viver, a violência é inevitável.

O grande problema é quando existe a violência desnecessária. Devemos evitar a todo o custo essa violência desnecessária. A matança de animais deve ser evitada pois é desnecessária, uma agressão à harmonia do universo e um ato de covardia. Quanto à violência aos vegetais, como por exemplo, ao alface, nós devemos estar conscientes desse fato. Devido a isso, é recomendado nas escrituras, que, antes de comermos, nós ofereçamos o alimento a Deus, a fim de purificá-lo e espiritualizá-lo. Ademais, oferecer os alimentos é um ato de devoção, amor a Deus.


VACA LOUCA E FRACASSO HUMANO

Motivado pela cobiça, que é a mola mestra do moderno sistema econômico baseado na exploração irrestrita da natureza, o homem perdeu toda a sensibilidade para lidar com outras entidades vivas que se encontram numa posição inferior ao homem na cadeia evolucionária.

O recente e triste episódio das ‘vacas loucas’ na Inglaterra, por exemplo, dá um indicativo do lado negro mentalidade do homem moderno. Com o objetivo de se produzir mais carne e ter mais lucro, as vacas foram alimentadas com um tipo de ração da pior qualidade. A ração, além de produtos químicos e hormônios artificiais, continha entre outras coisas, víceras de animais já sacrificados, devidamente processados para dar gosto atrativo. Esta ração era considerada a mais balanceada e mais barata, portanto, as oportunidades de lucro eram enormes. Mas, qual foi o resultado? Uma séria de epidemia nos animais e contaminações alimentares aos que consumiram sua carne. Como conseqüência, mais de cinqüenta mil vacas foram estupidamente sacrificadas e, sabe-se lá quantas pessoas, foram contaminadas com agentes cancerígenos que irão manifestar-se no decorrer do tempo, além de prejuízos de milhões, que poderiam ser utilizados para o benefício da humanidade. Esse é somente um entre muitos exemplos que acontecem no mundo considerado civilizado.

Animais, como os bovinos, são vistos pelo homem moderno como meros meios produtivos econômicos destinados exclusivamente a render lucros para os exploradores e suprir certas necessidades alimentares supérfluas para os consumidores. O hábito de comer carne tornou-se muito arraigado na cultura ocidental. Hoje em dia, nos grandes centros urbanos, as sofisticadas churrascarias são símbolos de status social. Para os menos gastadores, as conhecidas redes de fast-foods dos shoppings, com seus hamburgueres e salsichas, são a atração para língua.

A grande maioria do público consumidor de carne não tem a mínima noção de que esse alimento é impróprio para o consumo humano.

Além de ser anti-natural como alimento humano, pois o corpo humano não possui as mesmas características dos animais carnívoros, como um tigre, por exemplo, e ser completamente supérfluo em termos de propriedades nutritivas essenciais, esse alimento está carregado com uma vibração muito negativa de violência e impiedade. O pior de tudo é que mesmo muitas pessoas de boa índole, ao terem conhecimento disso, não conseguem desvencilhar-se do hábito de comer carne. O comer carne torna-se sua segunda natureza, como se fosse um vício impossível de se descartar. Recentemente a revista Super-interessante, que trata de tópicos científicos, teve como matéria de capa, um artigo que dava a conclusão de um congresso mundial de medicina provando que a carne é o maior agente cancerígeno. Quantos se sensibilizaram com essa informação e pararam com o consumo da carne?

De acordo com o conhecimento transcendental védico, existe uma relação direta entre a matança de animais e a violência. Dentre todos problemas que assolam nosso planeta, a violência é um dos principais. Tomamos conhecimento diariamente de absurdos que acontecem em todo mundo—atentados, assassinatos coletivos, massacres, guerras com extermínio étnico, torturas, assassinos infantis, e muitos outros horrores. Recentemente um criminoso paulista, o ‘moto-boy’, matou nove ou dez namoradas. Depois de preso, ele declarou que seu maior prazer na adolescência era freqüentar um matadouro. Ele absorveu a vibração de violência em sua consciência e tornou-se insensível ao ato de matar. Violência, definitivamente, só pode gerar violência. Essa é a lei do karma.


AINDA RESTA ESPERANÇA NA CONSCIÊNCIA

A vida do homem moderno, principalmente nos grandes centros urbanos, tornou-se extremamente artificial. Não existe praticamente nenhum contato direto com a natureza. A mentalidade tecnológica e consumista que ora vigora causou um abismo de distância da vida urbana com o meio ambiente rural e a natureza nativa.

Para as pessoas na cidade é muito fácil conseguir seus alimentos, bastando, somente, pagar seu preço no super-mercado. Ela não fica, nem de leve, ciente das dificuldades e desafios da vida do campo. Com esse programa de proteção das vacas de comunidades rurais espirituais, está se dando uma oportunidade para os moradores das cidades participarem e estarem conscientes da realidade da vida no campo. Essa integração irá certamente quebrar a rotina artificial urbana e acrescentar um toque de natureza na vida cotidiana.

Hoje em dia, mais e mais pessoas estão desenvolvendo consciência ecológica em diferentes níveis. Uma das grandes preocupações de pessoas conscientes e espiritualizadas no mundo atual é tentar salvar o que ainda resta no planeta e estabelecer padrões dignos do status humano. Alguma coisa já foi feita em termos de preservar o pouco de florestas nativas que restaram, e proteção de espécies em vias de extinção, como baleias, focas, tartarugas, mico-leão, e outras, mas praticamente nada foi feito até agora para frear a exploração e matança dos bovinos, o que deve ser feito com urgência. Portanto, alguém tem que se preocupar com isso e fazer alguma coisa.

Mas, quem, hoje em dia, está preocupado com isso? De uma forma literalmente generalizada, as pessoas desconhecem totalmente o que significa proteger as vacas e outros animais. Muitas pessoas, mesmo que educadas e sensíveis, são, na maioria dos casos, influenciadas pelo consenso geral, fartamente divulgado pela mídia e aceito pelos meios científicos, de que o bife é uma necessidade nutritiva como fonte de proteínas e a matança dos animais é uma atividade econômica normal, plenamente aceitável na sociedade.

Mas temos esperanças de que este quadro possa começar a reverter-se. O vegetarianismo, hoje em dia, é o movimento popular que mais cresce no mundo, dizem os entendidos. Agora é a hora para começar a divulgar como proteger esses animais e acabar com a violência desnecessária. Essa é a nossa missão. Uma missão com proporções gigantescas, pois as forças antagônicas são poderosíssimas. Certamente os Mac Donalds, Sadias, Perdigões, açougueiros e produtores, não irão gostar, e aqueles que têm o poder econômico na mão não admitem serem desafiados e contra-atacam de diferentes maneiras que nos seduzem e influenciam em nossa ignorância espiritual. Mas nós temos Deus, as Suas Leis maiores, e a razão ao nosso lado. Que haveríamos de temer? É com essa consciência que o mundo se livrará de tantos karmas pesados que estão sendo criados pela inconsciência humana, ou atividades sem princípios espirituais no entendimento do processo evolucionário.

Temos que começar com alguma coisa, mesmo que seja, à princípio, simples e modesta. Temos que criar um modelo que possa ser ampliado e multiplicado.

Com essa mentalidade,grandes devotos de Deus, e pessoas altamente conscientes, começam sozinhos esses movimentos, que começam bem modestos, mas, logo, espalham-se pelos quatro cantos do mundo. Essa é a nossa inspiração.


A CARNE E OS NEGÓCIOS QUE DESTROEM

A carne e os negócios que destroem 08/09/2005 16:58
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Existe um consenso entre pessoas ligadas ao setor de agro-pecuária que a exploração do gado de corte é uma atividade econômica de vital importância para a sociedade. Por exemplo, no centro-oeste do país, em terras de milhares de alqueires, milhares de cabeças de gado são controladas por somente dois ou três caboclos. É só deixar o gado engordar e mandá-lo para o matadouro.

Com a mesma mentalidade gananciosa milhões de hectares de floresta amazônica, que custaram milhares anos para serem formados, foram destruídos nessas últimas décadas para abrir espaço para a pecuária de corte. Qual é a importância econômica desses empreendimentos? Será que estão resolvendo os problemas do homem?

Num documento surpreendente, técnicos do Banco Mundial, declararam que esse banco não financiará daqui para frente nenhum projeto econômico de gado de corte, em nenhum país do mundo, mesmo em países onde existe o problema de fome. Eles chegaram à conclusão de que a atividade de pecuária de corte está empobrecendo o planeta, e não está resolvendo o grave problema alimentar dos países pobres. Se todos os recursos investidos neste setor forem utilizados para produzir grãos, a sociedade humana seria muito mais beneficiada.

Vemos, a partir desse dado, ‘uma luz no fundo do túnel’, uma esperança de que algum dia a comunidade científica irá reconhecer a visão ecológica e holística da Natureza, e irá considerar a proteção dos bovinos como a única saída para o verdadeiro progresso e bem estar do planeta.

Não mandar os animais ao matadouro acarreta cuidados muito especiais. O grande perigo é chegar ao ponto de super-população do rebanho, isto é, muitos animais para pouca terra. Se existe um programa irrestrito e sem controle de produção de leite, o que implica em constante procriação, o plantel aumenta, e, de repente, tem-se um enorme problema a se enfrentar.

Quando chega-se a esse ponto, cuidar dos animais, que é uma atividade no modo da bondade, do amor, e deve, inclusive, ser economicamente produtiva, torna-se um pesadelo. Se não há pastos suficientes, o que os animais irão comer? O que fazer com os animais improdutivos? Essa é uma questão delicada. Vamos simplesmente deixá-los morrer de fome para que o rebanho se equilibre em número no planeta Terra?

Esse está sendo e é o grande desafio dos projetos rurais dentro dos princípios espirituais da consciência divina. É fundamental que consigamos recursos para investir no plantio de pastos, construção de um bom curral, manutenção de cercas, remuneração de vaqueiros profissionais especializados, assistência veterinária aos animais, criação de capineiras forrageiras e silagem, aquisição de implementos de aração e tração animal, cursos técnicos para treinamento das pessoas conscientes, instalações para o beneficiamento do leite, minhocário para produção de húmus a partir do esterco, etc.

Tudo deve ser feito num prazo, mas com uma consciência de proteção, para que haja um equilíbrio no futuro, se esta consciência for aceita mundialmente. Assim como a população mundial terá que lutar contra o aquecimento global (originário da emanação de poluentes vindos do petróleo e do carvão), já que os efeitos, podemos ver hoje em dia, de furacões, enchentes, terremotos, fenômenos alterados de clima e etc, já estão acontecendo mais e mais forte por todo o globo. Como parar a indústria petrolífera e a sua ganância que está produzindo efeitos que estão matando milhões de pessoas no mundo e prejudicando o próprio planeta e oxigênio que respiramos. Assim mesmo, também acontecerá com a criação desordenada dos animais.

Então algo será feito, doa a quem doer, porque as reações virão inevitavelmente para nós, pobres consumidores da violência animal, do petróleo, dos artifícios da mídia que envenenam nossa qualidade de vida, tanto material quanto espiritual, para obter o maior lucro possível. Lembremos que voltaremos a encarnar nesse planeta no futuro. Como estamos deixando-o?


A VACA NA CULTURA VÉDICA OU ESPIRITUAL

Para o assunto ficar bem completo, já que estamos falando da não violência contra os animais, que seria o motivo principal para adotar uma dieta vegetariana, vamos aprofundar nosso conhecimento numa questão cultural, o que acho muito importante para as nossas bases de aceitação numa mudança completa.

A proteção das vacas e dos bois, chamada em sânscrito de go-rakaya, é uma das características mais marcantes da cultura védica da Índia milenar. É considerada uma atividade altamente piedosa, e até mesmo religiosa.

Existe no mundo ocidental uma idéia muito pejorativa com respeito da proteção das vacas. Normalmente se diz: “Na Índia, a vaca é sagrada. As pessoas morrem de fome mas não matam a vaca para comer”. Essas e outras insinuações são frutos de uma propaganda distorcida e maliciosa que os ingleses, em três séculos de dominação na Índia, espalharam, ao tentar desmoralizar a cultura védica e impor sua cultura e religião. Eles queriam mostrar que a cultura védica da Índia era ‘primitiva e retrógrada’, e que o povo indiano deveria descartá-la, e acatar os padrões da cultura ocidental, muito mais ‘racional e progressista’.

Hoje em dia podemos comprovar quão ‘racional e progressista’ nossa civilização ocidental tem sido. O critério de progresso aqui é altamente questionável. O orgulho das conquistas tecnológicas fica obscurecido com o alto preço que estamos pagando: extensiva degradação ambiental, moral e social.

Por outro lado, a milenar cultura védica, embora considerada por muitos como ‘primitiva e retrógrada’, é essencialmente humanista e ecológica. Existe o respeito da natureza, a maravilhosa criação de Deus. Existe o respeito pelas entidades vivas em corpos inferiores ao humano. Existe harmonia entre o homem e os animais, enfim, com toda a natureza.

Nos parâmetros da cultura védica, o boi e a vaca são os animais mais úteis e próximos ao homem. Eles são animais domésticos. O curral situava-se junto das casas e existia um perfeito convívio entre os humanos e os animais.

A vaca é considerada, dentro da cultura védica, como uma de nossas mães, e deve ser respeitada como tal. Como podemos entender isso? Damos um exemplo: Após o nascimento de uma criança, acontece da mãe morrer. A criança sobreviverá se houver por perto uma vaca que a alimentará com seu leite. Com esse conceito em mente, quem mandaria sua mãe ao matadouro?

O leite é uma dádiva especial da vaca. A vaca come capim e ervas, e isso é transformado em sangue, e depois leite.

A vaca sempre produz uma quantidade de leite a mais, que permite que o bezerro seja devidamente alimentado, e sobre uma grande quantidade para alimento humano.

Assim como a relação entre a mãe e o filho recém nascido é baseada em puro amor, similarmente a relação da vaca e seu bezerrinho, e sua produção de leite, é um ato de amor.

A vaca é um animal extremamente sensível. Ela capta a vibração da pessoa que a está tratando, e corresponde-se de acordo. É, por natureza, extremamente pacífica, situada no modo da bondade, o modo mais puro da natureza, dentro do processo evolucionário.

O boi, por sua vez, sente grande prazer quando está ocupado no trabalho pesado do campo. Devido à sua estrutura física ele pode movimentar grandes pesos, e embora seja forte e robusto, o boi aceita pacificamente o comando do homem.

Hoje em dia, o trabalho dos boi na aração da terra foi trocado pelos tratores, mas os especialistas provam que as máquinas, embora sejam rápidas e eficientes, produzem, entre outras coisas, a compactação do solo, dificultando a infiltração da água no solo e alterando a estrutura biológica da terra, e, conseqüentemente, causando o empobrecimento e desertificação do solo. Já o trabalho da terra com os bois faz com que a vida do solo intensifique-se.

Uma das coisas mais surpreendente em relação aos bovinos, é que seu excremento não é nojento, ao contrário de todas as classes de seres, sejam eles animais ou humanos.

O excremento da vaca e do boi é, na verdade, puro e anti-séptico. Podemos passar o estrume da vaca nas panelas que cozinhamos a fim de purificá-las. Isso é provado cientificamente. E também em algumas feridas que possamos ter na pele. Na Índia, e mesmo em algumas regiões no Brasil, costuma-se espalhar o excremento pelas áreas de serviço — isso dá um ar de limpeza na casa. Essas coisas as pessoas não sabem, que o excremento da vaca tem essa potencialidade anti-séptica e curativa.

A urina da vaca, por sua vez, tem altas propriedades medicinais. Olha que interessante. Recentemente, descobriu-se que a urina dos bovinos é um excelente fungicida e pesticida para a agricultura. Na área da saúde, existe, inclusive, atualmente na Índia, pessoas desenvolvendo seriamente um tratamento chamado “terapia da vaca”, que consiste de remédios para doenças mais graves, como problemas do coração, feitos à base de leite, ghee, yogurt, excremento e urina.

A vaca tem, também, uma profunda significação a nível espiritual. As escrituras védicas chamam o leite de “religião líquida”. É dito que o leite, consumido quente e antes de dormir, além de acalmar a mente e propiciar um bom sono, nutre certas células no cérebro que abrem os canais da consciência para o entendimento da realidade espiritual transcendental. Olha só a potência do animal. Por sua vez, o leite, na forma de ghee (manteiga clarificada), é o principal ingrediente em todos os rituais de sacrifício e oferendas a Deus. Mesmo hoje em dia, existem muitos templos na Índia, e no mundo, que mantém uma goshala, ou curral de vacas, na área do complexo do templo.

Outro fato importante do conhecimento védico é a doutrina do karma, a lei da ação e reação. Uma atividade piedosa trará como reação satisfação, inteligência, saúde, e toda a sorte de benefícios, enquanto que uma atividade perversa ou contrária às leis de Deus, trará, conseqüentemente, sofrimento.

Existem muitas atividades que são consideradas piedosas e auspiciosas, das quais enumeraremos algumas:
a) dar caridade aos sadhus, pessoas santas dedicadas à vida espiritual;
b) construir templos elugares para adorar a Deus;
c) plantar árvores que, em muitos casos, não serão desfrutadas pela pessoa que plantou, mas sim pelas gerações que se seguem;
d) abrir poços ou criar açudes, diques, ou represas, em vilas que muitas pessoas irão utilizá-los;
e) abrir estradas que irão beneficiar muitas pessoas; e, por fim,
f) proteger as vacas. Portanto, pessoas conscientes disso estão sempre prontas para investir em seu próprio karma.

A sociedade humana moderna desviou-se consideravelmente do dharma, que são os princípios religiosos eternos que são enunciadas nas escrituras védicas ou sagradas. Essas leis divinas ensinam-nos como viver em harmonia com a natureza, e são as fórmulas para trazer paz e prosperidade à sociedade humana. O conteúdo dessas leis é ainda praticamente desconhecido no mundo ocidental, que se fechou em suas leis humanas tão caprichosas para desfrutar o máximo da natureza material, desprezando tanto os seres humanos com menos condições quanto nossos irmãos do reino inferior,os animis, relegando a segundo plano as Leis de Deus. Portanto, é o dever daqueles que tiveram a ventura de ter acesso a esse conhecimento, divulgá-lo aos demais. Essa deve ser a missão de nossas vidas pelo bem do equilíbrio material e espiritual do planeta e dos que aqui habitam num sentido totalmente ignorante da realidade divina, mesmo que a contra senso e disponibilidade agressiva para defender sua consciência e pontos de vista obscuros, alicerçado em desejos de puro desfrute individual, sem contar a necessidade de manter dependentemente toda a sua estrutura da personalidade como gozo seus prazeres inferiores.

E para terminar falarei aqui do mundo espiritual, onde se diz que Deus tem passatempos com seres espirituais na forma de vacas. Isso só por curiosidade, já que estamos falando dos Vedas.

As vacas, na cultura védica, agora falando numa visão transcendental das escrituras, e que com certeza, são muito estranhas para os ocidentais, são, também, as eternas companheiras de Deus, Krishna, em Vrindavana, o mundo espiritual. Krishna é conhecido como Gopala, o vaqueirinho transcendental, e Govinda, aquele que dá prazer às vacas.

Na escritura sagrada Brahma-Samhita, está escrito surabhir apalayantam, que significa que Krishna está sempre apascentando Suas vaquinhas Surabhi em Goloka Vrindavana, Sua eterna morada suprema. Daí o nome desse programa de proteção às vacas em todo mundo —Krishna-Surabhi-Seva— “Serviço às vaquinhas Surabhi de Krishna”. Servir Suas vaquinhas é o mesmo que servi-Lo pessoalmente. Como resultado desse serviço, a pessoa desenvolve consciência espiritual pura, e torna-se um receptáculo da misericórdia de Deus, Krishna, condição essencial para fazer de nossa vida um sucesso.

De modo, meus amigos, que há um vasto conhecimento sobre essa maravilhosa espécie de vida que Deus criou e colocou nesse mundo com tanto amor para nos fornecer o leite e outros produtos de qualidades superiores.

NÃO EXISTE ESCASSEZ

Para aprofundar nosso estudo aqui gostaria de falar sobre o mito da escassez de alimentos.

Quando Deus cria o Universo e os lugares de habitação de Seus filhos em evolução, Ele provém tudo o que é necessário.

O que acontece é que o homem, com sua mesquinhez, desejo de lucro, e desdém para os outros, prejudica a distribuição legal do que o planeta produz, e ainda por cima danifica o solo e clima, fazendo que haja uma desertificação e muitas áreas não produtivas. Ou então produz de tal forma que restringe uma produção de grãos verdadeiramente eficaz para todos os seres humanos, que poderiam ter alimentos em abundância.

Infelizmente, esta é a realidade da mentalidade dos homens que governam o mundo e que são os proprietários daquilo que gera mais lucros. De modo que a demanda de um produto deve ser sempre uma necessidade para os compradores, no contexto econômico, e nunca uma abundância, mesmo que isso se dê à custa de muita miséria, fome, e desvios de uma população desesperada por alimentos e tudo o mais, o que gera violência e visão de um futuro totalmente dependente.

Prabhupada disse: "Se jogarmos um saco de milho na rua, os pombos virão, comerão quatro ou cinco pequenos grãos e depois irão embora. Eles não carregarão mais do que eles possam comer e, tendo comido, seguirão livremente o seu caminho. Mas se colocássemos as pessoas a vir pegá-los, um homem pegaria 10 ou 20 sacos e outro pegaria 15 ou 30 sacos e assim por diante. Mas aqueles que não dispuserem dos meios de carregar tantos sacos não serão capazes de pegar mais do que um ou dois sacos."

Isso tudo tem a ver com o vegetarianismo, porque estamos falando da produção de alimentos. E um determinado tipo de alimento, a carne, a criação dos animais, está acontecendo em detrimento dos vegetais, e sendo considerado por uma propaganda enganosa, como um alimento indispensável. Só que a produção desse alimento, em que todos já estão viciados, e que não é tão indispensável assim, não está na escala de quantidade existente para todo o planeta.

Para aprofundar nosso estudo aqui gostaria de falar sobre o mito da escassez de alimentos.

Quando Deus cria o Universo e os lugares de habitação de Seus filhos em evolução, Ele provém tudo o que é necessário.

O que acontece é que o homem, com sua mesquinhez, desejo de lucro, e desdém para os outros, prejudica a distribuição legal do que o planeta produz, e ainda por cima danifica o solo e clima, fazendo que haja uma desertificação e muitas áreas não produtivas. Ou então produz de tal forma que restringe uma produção de grãos verdadeiramente eficaz para todos os seres humanos, que poderiam ter alimentos em abundância.

Infelizmente, esta é a realidade da mentalidade dos homens que governam o mundo e que são os proprietários daquilo que gera mais lucros. De modo que a demanda de um produto deve ser sempre uma necessidade para os compradores, no contexto econômico, e nunca uma abundância, mesmo que isso se dê à custa de muita miséria, fome, e desvios de uma população desesperada por alimentos e tudo o mais, o que gera violência e visão de um futuro totalmente dependente.

Prabhupada disse: "Se jogarmos um saco de milho na rua, os pombos virão, comerão quatro ou cinco pequenos grãos e depois irão embora. Eles não carregarão mais do que eles possam comer e, tendo comido, seguirão livremente o seu caminho. Mas se colocássemos as pessoas a vir pegá-los, um homem pegaria 10 ou 20 sacos e outro pegaria 15 ou 30 sacos e assim por diante. Mas aqueles que não dispuserem dos meios de carregar tantos sacos não serão capazes de pegar mais do que um ou dois sacos."

Isso tudo tem a ver com o vegetarianismo, porque estamos falando da produção de alimentos. E um determinado tipo de alimento, a carne, a criação dos animais, está acontecendo em detrimento dos vegetais, e sendo considerado por uma propaganda enganosa, como um alimento indispensável. Só que a produção desse alimento, em que todos já estão viciados, e que não é tão indispensável assim, não está na escala de quantidade existente para todo o planeta.

Ele é limitado no número produção x consumo, e por isso tem preço..... e lucro, é claro, à custa da morte insensata e cruel dos nossos irmãozinhos menores em evolução.

"Desta forma a distribuição será desigual. Isto chama-se avanço de civilização, falta-nos o mesmo conhecimento que os pombos, os cachorros e os gatos têm. Tudo pertence ao Senhor Supremo, e devemos aceitar apenas o necessário e não mais. Isto é conhecimento. O resto é ganância. Pelo arranjo do Senhor, o mundo é feito de tal forma que não existe escassez de nada. Tudo é suficiente, contanto que saibamos como distribuir. O nosso planeta é uma entidade viva, e é muito bondoso com todos. Entretanto, a condição deplorável hoje em dia é que alguém está pegando mais do que necessita enquanto outro está passando fome."

Estive recentemente numa fazenda, e o produtor estava com 30 mil cabeças de repolhos prontos para comercializar. E eu perguntei: "Por quanto você venderá tudo isso?" Ele disse: "Não, não, o preço não está valendo a pena. O lucro é muito pouco. De modo que o caminhão X vai passar amanhã aqui, vai colher tudo e depois queimar, ou dispensar." Gente, isso é pecado! Tinha que distribuir para quem está morrendo de fome. Só os EUA, produz comida, que é jogada fora, para satisfazer todo o planeta. E o Brasil, o potencial que ele tem. É muito maior que o resto do mundo. Terras maravilhosas. Falar em fome aqui é brincadeira. Pelo menos o prato de cada dia, uma pessoa tinha que ter, mesmo que fosse um total insignificante perante a sociedade. Há uma necessidade de restabelecimento imediato do governo Kshatrya (de governantes com conhecimento espiritual superior e seriedade funcional), que dá real proteção aos habitantes do planeta, que estão totalmente desprotegidos por um sistema econômico explorador que torna todos dependentes. Isso é Maya. É a Maya demoníaca agindo no coração dos seres humanos que perderam o bom senso, que se estabeleceram num falso ego inconcebível de poder, controle, aquisição de riquezas e tudo mais.

Entenderam? De modo que foi criada uma concepção falsa para cedermos ao medo e ficarmos dependentes do preço, da lei da oferta e procura. Propagandas falsas de certos alimentos nada saudáveis em detrimento de outros mais saudáveis. Viva a indústria da farmácia que está se dando muito bem em cima dos doentes alimentares. E a medicina vai crescendo com seus inumeráveis remédios. Lucro, lucro, lucro. O ser humano é só uma cobaia que rende muito dinheiro para as multinacionais. Mas não critico as multinacionais. Critico a falta de consciência, a necessidade de amor maior entre os habitantes desse planeta. Porque tudo é feito meio que inconscientemente dentro de um sistema demoníaco que está se estabelecendo cada vez mais. Porque sem Deus no centro da vida das pessoas, que estão em completo esquecimento divino, tudo só tende a piorar mais e mais.

Como se diz: "Se todos têm, então ninguém tem." Ninguém irá fazer a diferença. E esse é um pensamento totalmente materialista. "Se todos têm o mesmo modelo do meu carro, então o meu carro não se sobressai em relação aos outros. Eu não apareço significativamente estando em posse do meu modelo de carro. Então, que muItos possam andar a pé, para que eu seja dono exclusivo de um motor diferenciado." Isso também pode ser usado em relação a uma mulher bonita ou a uma casa. Mas usar isso no sentido de que "se todos comem, então ninguém passa fome, minha saciedade não faz diferença", é demoníaco e totalmente desprezível, relacionando aqui, é claro, com o ser humano como irmão, e como o ser animal como filho de Deus também, que está sendo sacrificado e torturado para justificar um sistema de lucro em detrimento do solo do planeta que vai se empobrecendo por causa da ambição humana.

Assim, a idéia geral é que com a produção de rebanhos e rebanhos, estamos limitando a produção do planeta numa suficiente quantidade de comida para todos se a produção de grãos, frutas e vegetais fossem produzidos para o bem comum, numa necessidade saudável para todos.

O quê alimentaria o mundo muito facilmente, num sentido de fraternidade espiritual. E com preços acessíveis à força e ao salário do trabalhador, que poderia, pelo menos, de barriga cheia, fazer melhor seu trabalho e com mais humor. E não ficar desesperado porque vai faltar comida em casa no dia de amanhã. Como tal pessoa poderia pensar em termos de desenvolvimento da espiritualidade?

De modo que não há escassez no mundo, e sim falta de consciência espiritual e desenvolvimento ético e moral.
E não é isso que os Cristos e Prabhupadas vêm pregar nesse planeta Terra para nossos corações de pedra?

Hare Krsna. Alemão

 


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